domingo, 2 de agosto de 2009

Doenças Eqüinas.

Mesmo diante dos mais cuidadosos tratos com o nosso amigo, o cavalo está sujeito às doenças infecto-contagiosas e algumas moléstias mais comuns.Por esse motivo o transporte de equinos é controlado em todo o país, e principalmente entre os países- membros do Mercosul, no caso desse último o certificado sanitário apenas será emitido se o resultado negativo for comprovado em laboratório oficial ou habilitado das seguintes doenças:

DOENÇAS INFECTO-CONTAGIOSAS:


Garrotilho

-Doença aguda provocada pela bactéria Streptococcus equi;
-Apresenta febre , depressão, corrimento nasal, tosse e gânglios linfáticos aumentados;
-É transmitido pelo pasto, alimentos, arreamentos, baias e água;
-Controle:
Vacinação;
Isolamento imediato do animal infectado;
Desinfecção das instalações e utensílios usado pelo cavalo

Tétano

-Altamente fatal;
-Caracteriza-se por contrações involuntárias e duradouras dos músculos;
-Hiperestesia e convulsões;
-Temperatura elevada (42 C);
-Paralisia dos músculos masséteres;
-As bactérias causadoras normalmente encontram-se nas fezes dos animais e no solo contaminado por estas fezes, as quais utilizam como via de acesso os ferimentos abertos;

-Controle:

Imunização com o toxóide tetânico;
Vacinação anual;
Limpeza e desinfecção dos ferimentos em geral;
Limpeza e desinfecção dos instrumentos cirúrgicos.

GRIPE EQUINA

-Também chamada de Influenza equina; -

-Doença viral altamente contagiosa;

-Mais comum em cavalos com menos de 3 anos;

-Sintomas: Febre, depressão, tosse violenta, apetite diminuído e descarga nasal sero-mucosa;

-Transmitido através gotículas da secreção nasal;

-Vacina FLUVAC;

-Isolamento de animais infectados;

-Desifecção de veículos e instalações.

RINOPNEUMONITE EQUINA

-Vírus herpes equino;

- Causa três síndromes:

Infecção aguda do trato respiratório superior;
Aborto;
Infecção do sistema nervoso central.

-Caracteriza-se por febre, tosse moderada e corrimento nasal seroso de aspecto transparente;

-É transmitido por inalação das gotículas da secreção nasal;

-Controle:

Vacinação;
Isolamento de cavalos recém introduzidos no plantel;
Desinfecção do material contaminado por éguas que abortaram.

ENCEFALOMIELITE EQUINA

-"Doença do sono";

-Caracteriza-se por febre alta, incoordenação, sonolência, perda parcial da visão, ranger dos dentes, deglutição dificultada e , em estágios mais avançados, paralisia;

-Transmitida por insetos que sugam sangue;

-O vírus não é transmitido de cavalo para cavalo;

-Única medida de controle - Vacina.

ANEMIA INFECCIOSA EQUINA (AIE)

-Vírus RNA (muito resistente);

-Caracteriza-se por períodos febris e anemia;

-Ainda apresenta falta de apetite, fraqueza, palidez das mucosas e edemas nas partes baixas do corpo;

- Transmissão:

insetos hematófagos;
emprego de instrumentos cirúrgicos e agulhas hipodérmicas não esterelizadas.

-Não existe tratamenro específico;

-Torna-se de suma importância as medidas profiláticas para o combate à doença;

-Verificação através da prova de Coggins.

BABESIOSE

-Conhecida também como Nutaliose ;

-Protozoário do gênero Babesia caballi e Babesia equi;

-Incubação de 8 a 10 dias, que no início da doença apresenta uma elevação de temperatura;

-ciclo febril remitente --> perda do apetite--> mucosas amareladas--> edemas localizados--> fezes cobertas de muco e grande eliminação de urina;

-Transmitida por carrapatos, que ao se alimentarem do sangue de seus hospedeiros, transmite a eles os protozoários responsáveis pela doença;

-Nessecidade de um controle cerrado dos carrapatos, tanto nas pastagens como nos cavalos através das aspersões de carrapaticida;

-Todos os cavalos independentes de estarem ou não com carrapatos, deverão ser submetidos ao tratamento.

ESTOMATITE VESICULAR

-Desenvolvimento de vesículas na boca e nas patas;

-Similar a febre aftosa dos ruminantes;

-Transmitida pela saliva e pelo líquido das vesículas de animais infectados;

-Controle isolamento e higiene dos animais doentes para que a doença se extingue;

-Identifica-se a doença através da prova ELISA.

Cólica

Esta síndrome caracteriza-se por uma dor intensa na região abdominal, levando o animal a um sofrimento angustiante e podendo levá-lo a morte.
Sendo a maior incidência em cavalos estabulados com regimes alimentares artificiais, os cavalos de esporte tornam-se uma preocupação constante dos proprietários e cavaleiros.
São duas as causas predisponentes mais frequentes:
-As ligadas à anotomia e fisiologia do animal;

-As ligadas ao regime alimentar.


LIGADAS À ANATOMIA E FISIOLOGIA
--> Pequeno tamanho do estômago, em relação a uma grande capacidade digestiva total;

--> Intestino delgado longo e preso a um amplo mesentério, livre na cavidade abdominal;

--> Ceco constituindo-se numa grande cuba de fermentação , com capacidade de cerca de 30 litros de conteúdo;

--> Intestino grosso (cólon maior) contendo flexuras que podem constituir-se em regiões de possível obstáculo à passagem de alimentos de baixa qualidade e mal digeridos;

--> Presença de algumas válvulas e constrições ( esfíncteres) que também podem transformar-se em pontos de obstrução à passagem do bolo alimentar;

--> Baixo limiar à dor, isto é, pequenos estímulos produzem grandes sensações dolorosas.

LIGADAS AO REGIME ALIMENTAR

--> Administração de grandes quantidades de alimento de uma só vez;

--> Utilização de alimentos deteriorados, mofados ou de baixa qualidade;

--> Mudanças bruscas de tipos de alimentos;

--> Emprego de pouco volumoso em relação a alimentos concentrados;

COMO IDENTIFICAR UMA CÓLICA ?

SINAIS CLÁSSICOS

-Inquietação, que se traduz principalmente por uma mudança de hábitos e temperamento e pelo bater insistente das patas anteriores no chão;

-olhares dirigidos ao seu flanco;

-Deitar e levantar frequentemente;

-Assunção de posturas anormais (às vezes, sent-se como um cão);

-Sudorese, que ser regional ou difusa etc....

Obs: TENDO SUSPEITAS , CHAME RAPIDAMENTE UM VETERINÁRIO

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