domingo, 2 de agosto de 2009

Cavalo Quarto de Milha


Vamos começar a falar agora um pouco de raças de cavalos e pra inaugurar nada mais nada menos que o quarto de milha a primeira raça a ser desenvolvida na América.São animais extremamente difundidos no Brasil eles têm uma característica bem reconhecida de serem animais dóceis e muito inteligentes que por sua vez os torna fácil de domar, mas deve ser ensinado sempre com a máxima cautela pois se for ensinada alguma coisa errada eles tem a mesma facilidade de aprender.
São animais que têm um domínio grande sobre o próprio corpo conseguindo dar arranques bem rápidos com paradas bruscas, podem mudar a direção com facilidade são considerados animais muito velozes.
Não são caracterizados por serem animais altos, mas, por sua resistência, facilmente se adaptam a novas situações as modalidades a quais estão envolvidos se dividem em três sendo elas:
Conformação: que avalia basicamente a morfologia do animal, ou seja, aprumos, musculosidade, anatomia do sistema reprodutor tanto feminino quanto masculino entre outros itens.
Trabalho: Nesse quesito uma série de itens é avaliada como a vaquejada, apartação, working cow horse, trail, rédeas entre muitas outras modalidades.
Corrida: Essa última modalidade tem um grande peso nessa raça que analisa quem consegue fazer um percurso em menos tempo, diversas técnicas.
As pelagens oficiais de um quarto de milha são:alazão, baio, alazão tostado, baio amarilho, castanho, cremelo, lobuno, perlino, preto, rosilho, tordilho e zaino.Essa raça permite que tenha uma tolerancia de pelos brancos, determinada área do corpo passando desse limite isso já descaracteriza o quarto de milha.
Para os adoradores de cavalos o quarto de milha é um animal realmente exuberante que chama muito atenção pela sua beleza, e que as pessoas depositam muita confiança para qualquer tarefa que venha exercer.

Cavalo Árabe


A Cavalo Árabe de hoje tem uma cabeça pequena e côncava, pescoço arqueado, linha de garupa horizontal e cauda levantada de inserção alta. Estas características foram mantidas até hoje, através de 36 séculos. Quem poderá realmente dizer quantos outros se passaram até que estas características tivessem sido adquiridas e fixadas.
O CAVALO ÁRABE NO BRASIL
Embora oficialmente a criação brasileira do Cavalo Árabe tenha começado no Rio Grande do Sul em 1929, com o registro do garanhão Rasul, importado da Argentina por GUILHERME ECHENIQUE FILHO, existem informações seguras de que muitos cavalos Árabes chegaram ao país bem antes disso. OSWALDO GUDOLE ARANHA, emérito criador e presidente da ABCCA entre os anos 1975 a 1977, em seu artigo no primeiro volume do Registro Genealógico do Cavalo Árabe (Stud Book) lembra que DOM PEDRO I proclamou a Independência do Brasil no dorso de um Cavalo Árabe e a belíssima obra do pintor que está exposta hoje no museu do Ipiranga na cidade de São Paulo é uma prova concreta desse fato.
OSWALDO ARANHA cita ainda registros de importações de cavalos Árabes em 1826, 1837, 1859, 1885 e destacando como sendo uma das mais importantes a realizada em 1894 pelo famoso estadista JOAQUIM FRANCISCO DE ASSIS BRASIL que trouxe Amir, Maalek e Mazir, três importantes reprodutores nascidos no próprio deserto e que impressionaram muito as autoridades na época. Depois disso importações da raça realizadas pela Remonta Militar do Exército, pelo Departamento Animal do Ministério da Agricultura e até mesmo por fazendeiros passaram a ser constantes, mas o interesse dos importadores era o de usar o Cavalo Árabe apenas como regenerador do plantel local. O grande mérito da criação regular do Cavalo Árabe no Brasil se deve ao gaúcho GUILHERME ECHENIQUE FILHO que importou da Argentina o garanhão Rasul e sete éguas puras, registrou-os todos num livro de registros aberto a todas as raças bovinas e eqüinas no Rio Grande do Sul e deu início à criação do Haras Er Rasul, uma homenagem a seu primeiro garanhão.
O primeiro Puro Sangue Árabe brasileiro nasceu em 15 de Outubro de 1929. Era uma fêmea, registrada com o número 8 no livro de Registro e o brasileiríssimo nome Airé, filha de Risfan e que veio no útero de Racbdar, uma das sete éguas importadas por Echenique.
Durante os dez primeiros anos de vida da criação de Cavalos Árabes devidamente registrada no Brasil, apenas as Coudelarias Nacionais de Saycan e de Rincão, além da família Echenique, todos sediados no Rio Grande do Sul, registraram 160 animais. Em 1941 o Departamento animal do Ministério de Agricultura, sediado em São Carlos-SP realizou uma grande importação de Cavalos Árabes. Chegaram da França quatro garanhões e 13 éguas dando início a uma das mais importantes criações brasileiras da época. Em 1955, haviam apenas 620 cavalos Árabes puros registrados, por apenas 4 criações quando o Ministério da Agricultura, através de seu departamento de Campo Grande no Mato Grosso do Sul, deu início a sua criação a partir de cavalos levados de São Carlos. Até à década de 60 os principais criadores brasileiros continuavam sendo o Ministério da Agricultura, o governo do Rio Grande do Sul e família Echenique que registraram juntos mais de 98% dos cavalos da época. Fora isso três criadores do Rio Grande Sul influenciados por Echenique e quatro criadores de São Paulo levados pelo Departamento Animal de São Carlos registram animais. Praticamente toda a produção era dirigida para a utilização nos Regimentos de Cavalaria do Exército e para a regeneração de tropas de fazendeiros através de postos de monta.
A criação do Cavalo Árabe no Brasil começou realmente a mudar quando em 1964, Dr. Aloysio de Andrade Faria importou três garanhões e seis éguas dos Estados Unidos, fundou a Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Árabe e reuniu os registros do Rio Grande do Sul e de São Carlos no Stud Book Brasileiro do Cavalo Árabe.
Com a criação brasileira organizada e começando a realizar encontros e exposições, leilões e importações bastaram apenas dez anos para que o número de cavalos atingisse o mesmo número que demorou 35 anos para serem registrados. Essa nova fase da criação brasileira foi até o início da década de 90, foi marcada pelas grandes importações e pela difusão da raça em todo o território Nacional. Chegaram ao Brasil Campeões Nacionais Americanos e Canadenses, reprodutoras de campeões e o Cavalo Árabe passou a ser criado em treze estados brasileiros.
Hoje, quase um século após o primeiro registro de um Cavalo Árabe no Brasil, a criação brasileira exporta cavalos Árabes para países da América do Sul, América do Norte, Europa, Oriente Médio e Austrália e é reconhecida como uma das mais importantes criações do mundo. Tem cerca de 35 mil cavalos puros registrados, 3241 haras inscritos no Stud Book e é uma das mais destacadas raças no país.

Puro Sangue Inglês

Esta raça tem origem em Inglaterra, como o próprio nome indica. No entanto, a raça que agora conhecemos foi um cruzamento intencional de raças, feito com o único propósito de se obter uma raça de bons cavalos de corrida. E estamos realmente perante um velocista puro. Esta raça pode ter-se desenvolvido a partir de um cavalo autóctone, que não sofreu quaisquer alterações, dado o seu isolamento nas ilhas britânicas até ao sec. XVII.Muitas das raças europeias foram cruzadas com espécies nórdicas, de cavalos mais pesados e muito robustos, mas mais lentos. Como este cavalo autóctone não o foi, manteve as suas características, sendo mais tarde cruzado com o Árabe e com raças orientais muito ágeis, sendo o resultado o que hoje conhecemos como puro sangue inglês.O Puro Sangue Inglês conquistou o mundo graças à sua velocidade e resistência, sendo usado em corridas pelos quatro cantos do planeta, onde continua a manter o domínio.Além de velocista, este cavalo é um bom saltador de obstáculos e um bom cavalo de sela para passeio.As características desta raça passam ainda pelo seu ar altivo, como se dominasse sempre qualquer situação, e pela coragem que demonstra quando lhe aparecem obstáculos pela frente.O PSI pode atingir os 500 kg e 1,65m de alturaAs cores mais comuns são várias tonalidades de castanho.